(Justiça em Repouso)


Tem coisas na vida que são inexplicáveis, uma delas é o meu interesse por esse quadro da Justiça, que está numa versão apaixonante. Destino ou não, pouco me importa, o que vem ao caso é o seu real valor interpretativo, a Justiça. Esta em nossa sociedade é cega, ou seja, não privilegia este ou aquele, e se faz valer por sua determinação que todos tem que respeitar, pobres ou não. Essa Justiça em tela, semi nua, numa sensualidade que so as mulheres charmosas conseguem ter, atrai, assim como a Justiça fascina muitos que enveredam por esse caminho, que é a sociedade justa, onde a Justiça seja nua, sem pudor, ou seja, sem escolhas e despida de privilégios. Porque todos somos iguais perante ela. Embora essa igualdade ainda seja algo que caminhe em passos lentos.
Mas, não me importa se a Justiça em nosso país não é igual pra todos, o que me importa é que ela tem que ser assim, sem privilegiados, sem gerar medo, é por isso que ela está tão charmosa nessa tela, pra mostrar que não precisamos ter medo, so orgulho.
A justiça é cega, é charmosa, é sem moda... É nua de escolhas, mas carrega em suas mãos o simbolo do equilibrio, a balança. Pra mostrar , que, embora esteja despida numa sensualidade, não nos enganemos, pois ela segura a balança numa nitida demonstração de que não está alheia em suas escolhas. E se engana quem não acredita na justiça dos homens. Pois, ao contrário do que muitos pensam, ainda não está nada perdido. 
Parabéns Thiago, essa Justiça retratada em tela vem num momento em que nossa sociedade não acredita mais no Direito. Mas ainda há muitos estudiosos que sabem que isso não é bem assim, pois a ética está com a maioria deles, que não deixam de acreditar que todos podem e devem responder de forma igual perante nossas Leis.


( Texto de Valdilene Assunção, a mesma que adquiriu o painel- Justiça em Repouso.)
A arte mais uma vez sensibilizando.

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